Escritos do público – Página: 29 – A PALAVRA NO AGORA

Ferramentas para ritualizar, expressar e comunicar a dor para o alento

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Escritos do público

Vinicius Doti

É o momento de olhar com outros olhos o tempo que passou e o tempo que virá. Nos dias de hoje, aprendi que vivemos no tempo do “re”: refletir, reconstruir, ressignificar, reaprender, reinventar… É tempo de mudanças na vida de cada um de nós, de sermos pessoas melhores quando tudo isso passar. Tempo de sermos …

Escritos do público

Aline Rickly

“Essa árvore da casa dos meus pais sempre floresce em setembro. É a vista da janela do meu quarto. Em 2020 está tudo tão do avesso que a árvore começou a florescer no fim de junho e, hoje, está assim. Eu sempre fico feliz quando ela floresce. Adoro essas flores roxas. Se observarem, tem um …

Escritos do público

Nirlei Maria Oliveira

Vírus e vermes álcool em gel, quarentena e máscaras em versos,  impensável qualquer poesiaapenas perversas rimasincertezas perduram em nossos  diassentimentos de angústia, medo e solidãoinstalados em mim e na vizinhança, que agora conheço.o mundo globalizado está na salana distância curta do controle remotonas  imagens que pulam da tela da tv e se instalam nas nossas cansadas retinas.choram …

Escritos do público

Marina Toledo

Olho a foto em que eu pequenininha estou sentada no seu colo. Estamos lendo um livro. Amo essa foto, porque ela diz muito de nossa relação. Você sempre foi um pai carinhoso que me pegava no colo, mesmo quando eu já adulta, nem cabia mais nele. E sempre conversávamos sobre nossas leituras, sempre que eu …

Escritos do público

Marília Bonas

cansada. tomando sol, de casaco de neve, na sala, fiquei olhando pra meia cinza e pro tapete sujo. combinam. nada faz sentido. estou cansada do entre. todos estamos. não consigo trabalhar. está tudo bem, eu sei. nada faz o mínimo sentido. os acordos que movem como títere a máquina do mundo estão todos visíveis. a …

Escritos do público

Marília Bonas

acordei chorando por minha insignificância. me sentindo um estorvo. sozinha. chorei sem alívio algum. falei um pouco com meu filho sobre, mas nada que desse a ele ou a mim algum tipo de alento. lavei a cozinha com medo de escorregar no sabão e me machucar. cozinhei. mantive a compostura em todas as mensagens por …

Escritos do público

Marina Toledo

Toda manhã essa garganta seca, essa sede que nenhum gole d’água mata. E um rombo no estômago, essa angústia de pensar o que será lá na frente. Alguns tem medo do vírus, tem gente deprimida com a situação presente. Eu só consigo pensar lá na frente, o que vai sobrar? Tanta desumanidade… E os jovens, …