Brasília – A PALAVRA NO AGORA

Ferramentas para ritualizar, expressar e comunicar a dor para o alento

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Escritos do público

Tarsila Silva

Você deve estar pensando: o que é isso na nossa boca?Não deixa ver o sorrisoIsso é para sua proteçãoPara enfrentar o Covid-19 é bom lavar a mãoÉ para sua proteçãoMesmo que não dê para ver o sorriso dá pra sentir no coraçãoPorque isso é para sua proteçãoNão pode ir para dentro da casa do amiguinhoEu …

Escritos do público

FriendlyCheesecake

Dia 136 (talvez)               Os dias passam perdidos, embora ainda exista calendário e então eu sei há quanto tempo, mais ou menos. Eu estou de luto profundo por desconhecidos, pelo mundo de que não tinha medo e, principalmente, pelas minhas próprias ilusões. Eu estou sofrendo a dor de não saber mais quem eu conheço. No começo, …

Escritos do público

Malú Mestrinho

GLOSSÁRIO: PANDEMIACOROAQUARENTENAFique em CASAISOLAMENTODELIVERYNADA de abraçosSOLIDÃOMÁSCARAS – qual que serve?ÀLCOOL gel – 70HOME officeGoverno NEGAÁTILA assustaMORTE – muitasREMÉDIO nenhumNETFLIX – refúgioSem PÂNICOSEM trabalhoABRE ou NÃO abre?Incerteza X FÉ Malú Mestrinho, Brasília (DF)

Escritos do público

AArraes

Quarentena Sei que de pertoTudo está tão incerto.Nos ronda um perigo.E não há abrigo.Míseros animaisNo meio da pandemiaComo numa ventaniaAterrorizados.No medo perdidos,Quietos, escondidos.A vida virouUm roda moinho,Melhor é sozinhoFicar no seu ninho.Na distância,Aguardando, implorando,Esperando a calmaria.Iludidos,Fingindo estar protegidosMas chegaUm desassossegoFica pequena, a salaApertadaUma agonia latente se instalaUma sensaçãoDe ameaçaUma claustrofobiaUma saudade, um vazio,Nos falta um …

Escritos do público

Arthur Fernandes da Silva

É DIFÍCIL ACOSTUMAR 65 anos de vida, 40 anos de magistério. Formação em Geografia por uma renomada universidade paulista.Contrato temporário como professor de ensino básico há 1 ano. Tempos difíceis. Tempos pandêmicos.“Se juntou”. Separou. Casou. Depois separou de novo. Dessa última vez, de forma bem traumática: perdeu dinheiro, casa, parceria de afeto e vida. Chegou …

Escritos do público

Bruno Ramalho

Num agora Sentir o nada como o sentido de tudo me lembra a palavra vazio, aquela parte do copo meio cheio, em que só existe o que não está. Não sinto cheiro nem gosto e o que dói passeia pelo corpo em busca de motivo, pois não há choques ou tropeços. Penso muito em canções, …

Escritos do público

MRK

O medo é o moribundo normal “Sou previlegiado”. Em home office, seguro em casa, protegido do mundo pandêmico, olho toda tarde pela janela. Escorado numa rede de fios de nylon, repito esse pensamento como um mantra oco e sem luz. Lá em baixo, vai mais um motoboy carregando a comida de outro previlegiado. Nervoso, avança …