Escritos do público – Página: 2 – A PALAVRA NO AGORA

Ferramentas para ritualizar, expressar e comunicar a dor para o alento

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Escritos do público

Senhorita Reprimida

O patógeno destrói diversas coisas, exceto o amor Concebo frutinhas crescendo sobre os teus pés cansados. Me enterneço com a tua beleza neste vestido azulado, perdendo-me na tristeza de teu olhar encarcerado. Percebes e me ofereces gargalhadas disfarçadas, com as quais me sinto revigorada, porém temo quanto ao tempo que temos… Sinto meu coração, pelo …

Escritos do público

Karoline Dantas

Não teve Quarup    A iminência da morte tem atravessado os nossos caminhos cotidianos de tal maneira que já nos contam os pajés que a terra está densa.  Ninguém estava mesmo preparado para receber essa imensa jorrada de encantados. Nosso terreno está repleto dessa densidade orgânica nutrindo momentos de uma solidão inexplicável que devoram-se aos …

Escritos do público

@opss_escrevi_

Adiamos até perceber que não dava realmente pra ir, que não era permitido o toque, o abraço apertado, o beijo roubado , o junto e misturado.  A vida agora era on-line, tudo acontecia ali, diante de uma tela, de computador, tablet ou celular. E aí percebemos o quanto deixamos por fazer, sem fazer, para fazer, …

Escritos do público

Maria Pereira de Souza

Mistério É  obscuro Inexplicável Sem  percepção Ou razão Não sucumbe Em  crenças Ou descrenças Mistério É estéril? Mistério… Voo  nas asas Da  imaginação Ah!  O mistério Etério Cravado na liberdade Da incompreensão Perdura Na verdade  da  desrazão    Maria  Pereira de Souza, Presidente Prudente (SP)

Escritos do público

Senhorita Reprimida

É irônico como existimos para morrer e morremos para existir De supetão, nossas vidas tornaram-se narrativas enigmáticas, encurraladas em  cenários absurdamente inóspitos. Outrora, tínhamos como tradição procurar imbróglios  em momentos insólitos, agora rogamos por desfechos utópicos. Famílias são destruídas por negações equivocadas,  tendo suas comemorações substituídas por velórios. E então, pessoas mascaradas, completamente desesperadas,  perguntam-se …

Escritos do público

Wilson Luques Costa

PANDEMIA A morte saiu Para dar um rolê E gostou da festa. Dança com jovens Não mascarados  O pisadinho No Carnaval. Com os de meia idade Meio mascarados Ou com máscaras  No queixinho Faz um pagode Com Zeca Pagodinho.  Com velhos ou idosos com Comorbidades Dança na festa o samba a valsa O bolero e …