As janelas. Ainda nos sobram as janelas para abrandar a dor das incertezas.

Das máscaras que sobram e faltam nas ruas. Não atinamos onde o perigo é maior, em que partícula do ar se esconde a atrocidade que poderá nos tirar o fôlego, a vida. Estamos retidos e retintos de nós mesmos. Já se passaram alguns meses e não há sinais nem expectativas de que a pandemia cesse. O isolamento é a única realidade possível. Enquanto a espera nos ensina a decantar os dias, prosseguimos pronunciados pela insônia das luas.  

Tere Tavares, Cascavel (PR)